Congelamento de embriões

Nos tratamentos de FIV o número de embriões selecionados para a transferência é realizado de acordo com a idade da mulher havendo um limite para esse número a fim de se evitar gestações múltiplas. Os embriões excedentes e de boa qualidade podem ser criopreservados, com o consentimento do casal, ou seja, passar por um processo ultra-rápido de resfriamento chamado de vitrificação. Esses embriões são armazenados em botijões de nitrogênio líquido a -196oC. A criopreservação é um processo amplamente utilizado nas clínicas de Reprodução Assistida. Com este recurso podemos proporcionar outras tentativas ao casal caso não obtenham gravidez na transferência a fresco. O armazenamento das amostras pode ser feito a longo prazo sem alterar a viabilidade dos embriões e no momento que o casal desejar poderão ser utilizados para uma nova transferência.

Além da criopreservação proporcionar mais de uma possibilidade de gravidez com apenas um ciclo de estimulação, ainda pode ajudar as pacientes com risco de desenvolver a Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO). Embora o risco de SHO seja muito pequeno, entre 5% e 10%, a medida mais eficaz para assegurar a recuperação da paciente é evitar a transferência embrionária no ciclo a fresco, congelar todos os embriões e transferi-los quando a mulher estiver com quadro clínico adequado.

Os embriões são acondicionados em hastes identificadas com um código alfa numérico da paciente gerado pelo sistema informatizado utilizado na EMBRYO e mantidos em recipientes (raques) também identificados. Esses recipientes são colocados em canecas de cores diferentes dentro do botijão de nitrogênio líquido. As cores dos recipientes e da caneca e o número do botijão onde foram armazenados são anotados na ficha cadastral do casal. Cada recipiente contém somente embriões de um único casal.

Foto 2 do texto congelamento de embrioes  Foto 1 do texto congelamento embrioes

Foto 3 do texto congelamento de embrioes

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